FONTE: DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ

Com o tema “Autismo no Brasil: dados, vivências e diretrizes para políticas públicas”, foi realizada uma roda de conversa na manhã desta terça-feira(28) no auditório Esperança Garcia, no edifício-sede da Defensoria Pública, em Teresina. A iniciativa foi da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdepi), que tem como diretora a defensora pública Sheila de Andrade Ferreira e teve a finalidade de discutir caminhos mais efetivos na garantia de direitos e no fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com autismo.
A roda de conversa contou com a participação da defensora pública do estado da Bahia, Hannah Freitas; do defensor público Tales Araújo Silva, gerente da Defensoria Pública Regional de São Raimundo Nonato; da mestre em Psicologia, Carline Pacheco e da assessora de Procuradora, Natalya Freitas. Foi debatedor o assessor do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, Elton Costa. A defensora pública geral do Piauí, Carla Yáscar Belchior, esteve presente ao evento.
Os trabalhos foram abertos pela subdefensora pública geral do Piauí, Verônica Acioly de Vasconcelos. “Gostaria de parabenizar a servidora Jucélia Moreira autora do projeto Ciclo de Saúde do Servidor e da Servidora, e a Esdepi em nome de sua diretora, Sheila de Andrade, por mais essa iniciativa que inicia a concretização do projeto que busca que a Defensoria fortaleça o cuidado com seus servidores e assistidos, por meio de um atendimento humanizado, que não existe sem respeitar as especificidades de cada pessoa”, ressaltou.
O defensor público Tales Araújo fez uma análise positiva da roda de conversa. “A Defensoria sediou esse evento muito importante em alusão ao mês de conscientização do autismo e existiu a preocupação em convidar pessoas autistas e responsáveis por pessoas autistas, que estão diretamente implicadas na temática discutida. Foi um evento riquíssimo que trouxe essa discussão atual sobre o que tem de mais novo no Brasil em termos de dados e vicência, foi muito produtivo”, ressalta.
A defensora pública Hannah Freitas também se referiu positivamente ao evento. “Foi excelente podermos conversar sobre o TEA, a questão do espectro, as dificuldades que aqueles que têm passam, assim como os pais e mães atípicos, ou que têm diagnóstico tardio. Poder conversar sobre questões dos planos de saúde, dificuldades no SUS, saber o que cada um passa e a melhor forma de lidar com isso. É muito importante para a sociedade superar essas barreiras impostas a quem tem TEA ou deficiências, para que todos possam viver de uma forma melhor.”, afirma.
A mestra em Psicologia, Carline Pacheco disse que essa é uma discussão necessária nos ambientes públicos. “É de extrema importância. Não é comum órgãos públicos e jurídicos trazerem toda essa discussão do autismo, vemos mais a educação e saúde abordando e compreendemos que é algo multi que precisa estar caminhando na rede. Acho extraordinário ‘a ponta de baixo’ e a ‘ponta de cima’ precisam ter ciência do que é o TEA, para que a gente caminhe juntos em busca de novas oportunidades, novas políticas públicas e realmente possamos colocar em prática o que já existe de lei, de fato e de direito”.
“A palestra foi muito importante, principalmente pela oportunidade de falar no dia a dia da vivência com uma filha e um marido autista, e também sobre a importância da divulgação e como é importante as pessoas terem acesso e saberem que o TEA não tem cara”, disse Natalya Freitas.
A defensora pública Sheila de Andrade enfatizou o comprometimento da Esdepi em promover o debate sobre temas contemporâneos e inclusivos. “Desde que assumi a diretoria da Esdepi, tenho me dedicado a ampliar os Termos de Cooperação, iniciativa que integra nosso Planejamento Estratégico. Nesse contexto, estabeleci parceria com a Associação dos Amigos de Autistas (AMA) e, desde então, realizamos anualmente, no mês de abril, um evento inclusivo voltado à discussão de questões relevantes e essenciais. Hoje, por coincidir com a celebração do Dia Mundial da Saúde, abordar o autismo e as políticas públicas direcionadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) reveste-se de extrema importância. É imprescindível que cada indivíduo seja respeitado em suas especificidades, tanto no cotidiano quanto no ambiente profissional, constatação que temos reafirmado constantemente ao longo desta gestão. Tivemos hoje uma manhã de trabalho muito produtiva!”
