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O (não) presente de Natal da Assembleia Legislativa para a Defensoria Pública

Em período de crise econômica virou lugar comum dizer que, para além da eficiência e da economicidade no que tange ao gasto público, é preciso criatividade no tocante à obtenção de novas fontes de receitas, dada a escassez de recursos na chamada “Fonte 00 – Recursos do Tesouro”.

Outro clichê reverberado em todos os discursos sobre acesso à justiça é o de que a Defensoria Pública precisa chegar a todas as comarcas do Estado. É o que afirmam e prometem invariavelmente os políticos sempre que instados a se manifestar sobre esse assunto. Foi cansado de ouvir discursos como estes que Paulo Freire certa vez advertiu que “é fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática”.

Ciente das dificuldades orçamentárias do Estado ainda em 2016, a Defensoria Pública levou ao Governador uma proposta visando fortalecer os recursos destinados ao custeio da máquina defensorial, sem impactar nos combalidos recursos do tesouro. A ideia era ampliar as receitas do Fundo de Modernização e Aparelhamento da Defensoria Pública do Estado do Piauí – FMADPEP com a destinação de percentual dos valores cobrados a título de emolumentos dos serviços notariais e de registro.

Esse modelo já é seguido muito exitosamente em outras Unidades Federativas, tais como no Estado do Rio de Janeiro (Lei Estadual nº 4663/2005), Rio Grande do Norte (Lei Estadual nº 166/99), Amazonas (Lei Estadual nº 3257/2008), Rondônia (Lei Estadual nº 3537/2015) e Ceará (Lei nº 15.490/2013).

Com esse aporte orçamentário (diga-se de passagem, de aplicação vedada em despesas com pessoal) a Defensoria Pública teria fôlego para investir na melhoria de sua atividade, na aquisição e conservação de móveis e imóveis, aporte de tecnologia (medida mais do que premente, considerando que o processo judicial eletrônico bate às portas), enfim, o aprimoramento da eficiência na defesa dos direitos dos mais pobres.

Em dezembro de 2016, o Governador encaminhou à Assembleia Legislativa duas mensagens contendo projetos de lei prevendo o repasse de percentual dos valores cobrados a título de emolumentos dos serviços notariais e de registro, uma para a Defensoria Pública e outra para o Ministério Público, que pegou carona na ideia apresentada ao chefe do executivo.

Surpreendentemente (ou não?), às vésperas do natal de 2017, a Assembleia Legislativa votou e aprovou tão-somente o projeto de lei que beneficiava o Ministério Público, mantendo o que favorecia a Defensoria Pública numa profunda gaveta. Opção política? Talvez sim. É possível que o Poder Legislativo estadual tenha compreendido que os R$ 196.535.291,00 previstos no orçamento de 2018 para despesa do Ministério Público sejam insuficientes, e, por outro lado, que os R$ 82.280203,00 previstos para a Defensoria Pública o sejam. Possível, mas não provável.

E o que fica para a Defensoria Pública neste final de ano? Fica o (não) presente de natal. Fica o discurso distante da prática. Fica a lição contida na constituição da Fazenda dos Bichos, de que falou George Orwell: “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros”.

Atendimento na DPE segue durante recesso de fim de ano

A Defensoria Pública do Estado do Piauí iniciou no dia 20 de dezembro o período do recesso natalino. A medida foi estabelecida através da Portaria GDPG Nº 819/2017 assinada pela Defensora Pública Geral, Francisca Hildeth Leal Evangelista Nunes. Segundo o documento o recesso ocorrerá até o dia 07 de janeiro de 2018.

A determinação considera que os serviços prestados pela Instituição durante o período não serão prejudicados, já que a mesma funcionará em regime de escala, com servidores e estagiários atuando individualmente em cada setor, em revezamento.

Ainda de acordo com a portaria não haverá expediente na Defensoria Pública nos dias 24, 25 e 31 de dezembro deste ano, assim como no dia 1º de janeiro de 2018, salvo os Plantões Defensoriais. Durante o período do recesso quem necessitar falar com algum dos plantonistas deve fazer contato com o Gabinete da DPE-PI pelo número 3233-6954, é possível também conferir a relação dos profissionais que estarão de plantão em cada dia através do site: www.defensoria.pi.def.br

ESDEPI em parceria com a APIDEP realiza II Ciclo de Palestras

Teve início na manhã desta sexta-feira (15), o II Ciclo de Palestras da ESDEPI (Escola Superior da Defensoria do Piauí). O primeiro momento contou com o curso de Audiência de Custódia ministrado pelo o defensor público Juliano Oliveira, que na oportunidade lançou o seu livro “Tribunal do Júri: Aspectos Processuais”.

Durante o curso o advogado abordou os aspectos históricos de audiências de custódias no Brasil e a evolução neste campo no estado do Piauí, além do sistema processual penal em matéria de prisão processual. “A população prisional no Brasil continua a crescer e daqui a uns anos será a maior do mundo, o que se é diferente em países como os Estados Unidos e a Alemanha, onde se há uma diminuição desses números”, afirma Juliano Oliveira.

A diretora da ESDEPI, Andrea Melo, explica que momentos assim são bons para os defensores se atualizarem. “É um momento que nós temos para estar nos atualizando e de se ter um maior contato com a doutrina, por que às vezes nós ficamos focados só na prática e esquecemos um pouco da teoria. Então nós encerramos as atividades da Escola com a parceria com a APIDEP, no sentido de trazer aos nossos defensores mais conhecimentos e atualidades”, conta a diretora.

A programação irá seguir durante toda a tarde com as palestras “O papel do Defensor Público em Tempos de Cólera Persecutória”, ministrada pelo Dr. Amilton Bueno; e a palestra “A (sub) utilização da defesa do consumidor em juízo: desafios diante do Novo CPC”, ministrada pela Dra. Amélia Soares, que também irá lançar o livro “Defensoria Pública: Fundamentos, Organização e Funcionamento”.  O evento é uma parceria entre a Defensoria Pública do Estado, a ESDEPI (Escola Superior da Defensoria do Piauí) e a Associação Piauiense dos Defensores Públicos do Piauí (Apidep).

Defensoria Itinerante realiza coleta de brinquedos para distribuir à crianças carentes

A Defensoria Itinerante da Defensoria Pública do Estado do Piauí está desenvolvendo a Campanha  “Natal e Cidadania”, que objetiva a arrecadação  de brinquedos a serem doados em ação a ser realizada no dia 16 do próximo mês de dezembro, na Escola Municipal Santa Fé, no Bairro Angelim.

As doações devem ser feitas até o dia 12 de dezembro, para que a equipe responsável possa preparar os detalhes da entrega. Os interessados em colaborar podem depositar o brinquedo em uma das caixas disponibilizadas nos prédios da Defensoria Pública identificadas como o título da Campanha,  “Natal e Cidadania”. No dia 16, além da distribuição dos brinquedos será ofertado um lanche para as 260 crianças a serem beneficiadas.

A iniciativa de realizar a campanha partiu de toda a equipe da Defensoria Itinerante devido a constatação de que a grande maioria das pessoas que procuram atendimento no local ser extremamente carente.

Objetivando contribuir com a arrecadação dos brinquedos, o Diretor da Defensoria Itinerante, Dr. Afonso Lima da Cruz Júnior, irá ministrar gratuitamente a aula sobre Processo Penal no auditório da Fatepi , no dia 02 de dezembro, às 9h. O Defensor diz que a doação às crianças carentes é uma forma de contribuir não apenas com a assessoria jurídica prestada pela Defensoria Itinerante aos seus assistidos.

Quem quiser obter maiores informações sobre a campanha pode entrar em contato com a equipe da Defensoria Itinerante através dos números (86) 9 9404 -7746 ou 3233-9805.

Fonte: DPE-PI

ESDEPI lança Edital de recrutamento de fiscais para XVII Teste Seletivo de Estágio da DPE/PI

A Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Piauí (ESDEPI) lança, na manhã desta sexta-feira, 03, Edital de recrutamento de fiscais para trabalhar no XVII Teste Seletivo de Estágio da DPE/PI, com aplicação das provas prevista para o dia 03 de Dezembro de 2017 (domingo).

Para concorrer às vagas, os interessados devem ser empregados terceirizados prestadores de serviço na Defensoria Pública do Piauí e possuir disponibilidade para aplicar as provas no dia 03 de Dezembro de 2017, das 08h00min às 12h00min, horário local, cientes de que deverão chegar ao local 02 (duas) horas antes do horário de início e saírem apenas após encerrados todos os trabalhos. Ressalta-se, conforme o Art. 1º do Edital, que não podem participar da seleção os servidores comissionados da DPE-PI.

As inscrições devem ser realizadas do dia 03 de novembro de 2017 (sexta-feira) até às 23h59min, horário local, do dia 17 de novembro, mediante envio de e-mail aos seguintes endereços: escolasuperioresdepi@gmail.com e esdepi@defensoria.pi.def.br.

A mensagem de e-mail deverá conter o seguinte assunto: “XVII TESTE DE ESTÁGIO DPE PI” e no corpo do texto deverá constar: 1) Nome completo do candidato; 2) Telefone para contato; 3) Número do PIS/PASEP/NIT; 4) Comarca onde deseja aplicar a prova.

No ato da inscrição, o interessado deverá anexar ao e-mail cópias dos seguintes documentos: 1) RG; 2) CPF; 3) Comprovante de residência; 4) Comprovante de Conta Bancária de titularidade do candidato, contendo os números da Agência e da Conta e cópia da Carteira de Trabalho, contendo o número do PIS/PASEP/NIT.

Ao todo, serão selecionados 70 (setenta) fiscais, distribuídos entre Capital e Comarcas do interior de acordo com a Tabela do Anexo I do Edital. Caso o número de inscritos seja superior ao número de vagas ofertadas, considerando-se a distribuição da tabela, a seleção será realizada mediante sorteio, em sessão aberta ao público, no dia 20 de Novembro de 2017, no Gabinete da Defensora Pública Geral, localizado no Núcleo Central.

Os fiscais recrutados receberão da Defensoria Pública do Estado remuneração de R$ 112,36 (cento e doze reais e trinta e seis centavos), com os devidos descontos legais (INSS 11%).

Para maiores informações, os candidatos poderão entrar em contato com a equipe da ESDEPI, pelos e-mails: escolasuperioresdepi@gmail.com e/ou esdepi@defensoria.pi.def.br, ou ainda pelo telefone institucional: (86) 9 9465 6463.

 

Fonte: DPE -PI

Pesquisa destaca que Defensoria Pública se sobressai na proteção de crianças e jovens

A Defensoria Pública é a Instituição mais relevante em relação a proteção de crianças e jovens no Brasil. A informação consta na pesquisa realizada pelo Conselho Nacional do Ministério Público, no período de  9 de março e 29 de maio deste ano de 2017, envolvendo 170 municípios entre os quais todas as capitais do país. Essa é a mesma pesquisa que apontou a Defensoria como a Instituição mais importante para a população do Brasil.

O destaque da Defensoria na área da infância e adolescência consta na página 40 da referida pesquisa, quando os entrevistados foram indagados sobre a relevância das instituições na solução de problemas. A Defensoria obteve 38,2% de respostas favoráveis dos entrevistados, superando a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público e o Poder Judiciário.

No Piauí a Defensoria Pública atua na defesa da criança e do adolescente por meio do Núcleo Civel de Defesa Criança e do Adolescente, que conta com a atuação das Defensoras Públicas Dra. Daniela Neves Bona, Titular da 1ª Defensoria Pública da Infância e Juventude; Dra. Karla Cibele Teles de Mesquita Andrade, Titular da 2ª Defensoria Pública da Infância e Juventude, Dra. Gisela Mendes Lopes, em Exercício Provisório na 3ª Defensoria Pública da Infância e Juventude e Dr. Eric Leonardo Pires de Melo em substituição na 4ª Defensoria Pública da Infância e Juventude.

“Esse resultado nos gratifica por revelar o reconhecimento da percepção popular de que a Defensoria Pública é uma Instituição atuante na solução de conflito. No tocante ao apoio e defesa das crianças e adolescentes em risco, por estarem com seus direitos ameaçados ou violados, o resultado da pesquisa é um estímulo significativo para que prossigamos na nossa atuação com toda sensibilidade e excelência que nosso público necessita”, afirma Dra. Karla Cibele Teles de Mesquita Andrade, que também é Diretora de Núcleos Especializados da DPE-PI.

“Essa avaliação nos traz um importante feedback da população, que vê na Defensoria uma instituição parceira do povo, que acredita na Defensoria para a solução de seus problemas. Ver que a pesquisa aponta a Defensoria como Instituição de maior confiança na área da criança e adolescente nos deixa bastante felizes e nos dá ainda mais ânimo para seguir firme em nossa atuação”, pontua Dra. Gisela Mendes Lopes.

“O resultado dessa pesquisa é bastante animador, na medida em que há o reconhecimento do nosso trabalho na defesa e proteção das crianças e dos adolescentes, ao mesmo tempo em que fortalece nossa Instituição e nos dá um incentivo a mais nessa missão tão nobre e importante para o nosso país”, afirma Dra. Daniela Neves Bona.

Para Dr. Eric Leonardo o resultado “reflete, em âmbito global, o trabalho desenvolvido, a nível estadual, pela DPE-PI, que atua, de maneira intransigente,  no resguardo dos direitos dos menores, seja na seara cível, seja nos casos  de adolescentes em conflito com a lei, situação em que se verifica maior vulnerabilidade e, consequentemente, maior risco de transgressões”.

 

Fonte: DPE-PI

Defensoria e SEMCASPI discutem sobre “Programa Família Acolhedora”

O Núcleo Especializado da Infância e da Juventude da Defensoria Pública do Estado do Piauí sediou uma reunião com a presença do Técnico Jurídico da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Politicas Integradas – SEMCASPI, Giordanni Leo Batista Lustosa, representando o Secretário Municipal Samuel Silveira, para tratar sobre questões envolvendo o Programa Municipal de Família Acolhedora.

O programa tem como objetivo promover o exercício do direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade. E segundo a Defensora Karla Cibele Teles de Mesquita Andrade, o encontro serviu para discutir de forma mais detalhada os benefícios do programa.

“No encontro, pudemos conhecer o Programa de forma mais detalhada e nos colocarmos a disposição para a efetivação, da forma mais eficaz e célere, do direito à convivência familiar e comunitária das crianças e adolescentes que são privadas destes quando são institucionalizadas nas casas de acolhimento”, explica Karla Cibele Andrade.

Lançado pela Prefeitura de Teresina em janeiro de 2016 o Família Acolhedora é um programa de proteção a crianças e adolescentes de 03 a 18 anos (incompletos) que se encontram em situação de vulnerabilidade social. As ações do Programa são voltadas para vítimas de alguma situação que fere dignidade e os direitos, sendo que a família biológica não tem as condições necessárias para  de garantir a proteção e os cuidados necessários.

As famílias interessadas em fazer parte do serviço devem residir em Teresina, ter maioridade legal, disponibilidade e não apresentarem comprometimento de natureza psiquiátrica ou  responderem a processos judiciais. As famílias passarão por um processo de capacitação, para que possam receber as crianças e os adolescentes, sob guarda provisória de até dois anos de duração.

Também participaram da reunião a Defensora Pública Daniela Neves Bona, bem como com as assessoras do Núcleo e a Coordenadora do Programa Família Acolhedora, Michelly Lorena Batista de Melo.

Fonte: DPE-PI

Defensoria integrará Jornada da Justiça Itinerante em Palmeirais nesta terça-feira (20)

A Defensoria Itinerante da Defensoria Pública do Estado do Piauí integra a partir desta terça-feira, dia 20 de junho, mais uma Jornada da Justiça Itinerante. Dessa vez a ação será realizada na cidade de Palmeirais (110 Km de Teresina) e prossegue até a quinta-feira, dia 22.O atendimento acontecerá em frente ao Fórum do Município, na avenida Gonçalo Barbosa Soares, 160, Centro.

Durante o período a equipe da Defensoria Itinerante prestará atendimento e orientações sobre reconhecimento de paternidade, serviços de  retificação de registro civil de nascimento, suprimento de óbito, divórcio consensual, homologação de acordo de pensão alimentícia, restauração de assento de nascimento, reconhecimento e dissolução de união estável, acordo para realização de exame de DNA, entre outros considerados ações de natureza consensual.

A Defensoria Itinerante conta com a direção do Defensor Público Dr. Afonso Júnior, com a Coordenação da Defensora Pública Dra. Paula Batista da Silva, tendo ainda em seus quadros os Defensores Públicos Dr. Arilson Pereira Malaquias, na 1ª Defensoria Pública Itinerante e o Defensor Público Dr. Francisco Cardoso Jales, na 2ª Defensoria Pública Itinerante, conta também com a Defensora Pública Dra. Ana Teresa Ribeiro da Silveira, em regime de substituição.

Em Palmeirais, a Jornada da Justiça Itinerante contará ainda com os trabalhos da Secretaria de Segurança Pública, por meio do Instituto de Identificação, que possibilitará a emissão de primeira via da identidade.  Uma equipe do INSS também estará presente para prestar orientações sobre benefícios, auxílios e aposentadorias, tanto para trabalhadores da zona urbana como rural do município.
A Secretaria de Ação Social e Cidadania (SASC) levará para Palmeirais no mesmo período serviços de corte de cabelo, hidratação e limpeza de pele.

FONTE: DPE-PI

Defensores Criminais realizam Força-Tarefa na Penitenciária Mista de Parnaíba

Defensores Públicos Criminais estão desenvolvendo  mais uma etapa da Força-Tarefa Defensorial. Dessa vez está sendo contemplada a Penitenciária Mista de Parnaíba. A atividade, que está em sua 5ª edição, acontece em Parceria com a Secretária de Justiça do Estado (Sejus).

“A ação está transcorrendo dentro da normalidade. No primeiro dia foram atendidos  100 presos, tanto provisórios como sentenciados, com a atuação de cinco Defensores Públicos. Hoje mais cinco Defensores prosseguem com o atendimento presencial e temos a intenção de atender em torno de 130 presos. Importante dizer que não está havendo nenhuma dificuldade no tocante a condução dos presos A Força-Tarefa acontece até a sexta-feira, dia 12,  quando completaremos a ação, abrangendo em torno de 320 presos. É importante frisar que os Defensores Públicos da Defensoria Regional de Parnaíba que atuam na área Criminal já iniciaram essa parte presencial  desde a semana passada e darão prosseguimento na semana posterior. Temos um prazo estabelecido pela Defensora Geral até 7 de junho para conclusão do trabalho em Parnaíba”, explica o coordenador da Força-Tarefa, Subdefensor Público Geral Dr. Erisvaldo Marques dos Reis.

O Subdefensor informa ainda sobre os encaminhamentos que são tomados a partir da conversa com os detentos. “São solicitados, de acordo com as especificidades de cada caso, benefícios no tocante a eventuais pedidos de liberdade, habeas corpus, progressão de regime e também outros, como por exemplo assistência médica. Existem também aqueles que querem trabalhar e então faremos o pedido à direção da Penitenciária para que desenvolvam alguma atividade dentro do presídio. Estamos fazendo um levantamento sobre o perfil sócio-econômico dos presos e outras questões como o grau de escolaridade e se têm filhos não reconhecidos legalmente. Nesse último caso procuramos saber se têm a intenção de fazer o registro, o que muitos já dizem voluntariamente querer.  Pretendemos a partir desse levantamento desenvolver outro projeto, de autoria da Defensora Pública Dra. Patrícia Ferreira Monte Feitosa, o Programa Defensorial de Assistência Integral ao Preso- PRODAIP, para que os Defensores da área de Família, em contato com os que atuam em Parnaíba, possam realizar as ações necessárias”, afirma Dr. Erisvaldo Marques.

“Os Defensores estão fazendo aqui a avaliação da situação processual dos presos e explicando a eles sobre o andamento desses processos e quais têm tempo e condições suficientes para que seja pleiteada no Judiciário uma progressão de regime ou avanço  do mesmo”, diz o Diretor da Penitenciária Mista de Parnaíba, Fernando Caldas, que informa que na Unidade Prisional encontram-se hoje 480 detentos.

O Presidente da Associação Piauiense de Defensores Públicos, que é o autor do Projeto Força-Tarefa, Dr. João Batista Viana do Lago Neto, também se manifesta sobre a ação. “Para essa ação em Parnaíba levamos em consideração sobretudo a população carcerária da Unidade, que é uma das maiores no interior, tendo uma demanda considerável. Temos um Defensor que atua aqui dentro do Sistema, mas a demanda é significativa para ele então, com esse atendimento em massa, poderemos dar vazão a essa tarefa que é uma das atribuições, entre as muitas que temos na Defensoria. O atendimento prisional também está lá na nossa Lei e temos que cumpri-lo com excelência. Aqui nos debruçamos sobre cada caso, observando o controle de legalidade da prisão e, a partir daí, tomamos as providências processuais. O atendimento presencial é mais um ato de chancela, para informar aos presos sobre seus direitos,  a importância de terem um comportamento satisfatório para que possam ser reintegrados na sociedade. É interesse da Defensoria que eles sejam reintegrados como pessoas melhores, dai esse caráter pedagógico do atendimento”, diz.

Já tendo sido desenvolvida na Casa de Custódia de Teresina, Casa de Detenção Provisória de Altos e nas  Penitenciárias Feminina e Irmão Guido, a Força-Tarefa prevê o atendimento global de um determinado presídio, objetivando dar agilidade ao andamento processual, sem prejuízo aos atendimentos normalmente realizados pela DPE-PI nos demais presídios do Estado.

Participam do atendimento em Parnaíba os Defensores Públicos Dr. Erisvaldo Marques dos Reis, Dr. Sílvio César Queiroz Costa, Dr.Arilson Pereira Malaquias,  Dr. João Batista Viana do Lago Neto,  Dr. Manoel Mesquita de Araújo Neto, Dr. Robert Rios Magalhães Júnior, Dr. Leonardo Fonseca Barbosa e Dr. Gervásio Pimentel Soares.

Fonte: DPE-PI

29 de janeiro – Dia Nacional da Visibilidade Trans

No Dia 29 de janeiro é celebrado o Dia da Visibilidade Trans – marco da luta pela cidadania e respeito às travestis, homens e mulheres trans. A data foi criada em 2004 e tem como objetivo ressaltar a importância do respeito a esse grupo na sociedade brasileira.

Conforme a Comissão Especial de Diversidade Sexual da ANADEP, o Dia da Visibilidade Trans é importante para chamar atenção de uma população que tem grande dificuldade no acesso à educação, trabalho e saúde, além de ser vítima de violência e preconceito diariamente.

Segundo dados da União Nacional LGBT o tempo médio de vida de uma pessoa trans no Brasil é de apenas 35 anos, enquanto a expectativa de vida da população em geral é de 75,5 anos, de acordo com informações divulgadas em dezembro de 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só no Brasil ao menos 868 travestis e transexuais foram assassinados nos últimos oitos anos, segundo dados da ONG Transgender Europe (TGEu).

Para falar um pouco dessa realidade, a equipe de comunicação da ANADEP conversou com o jovem Bernardo Mota, 19 anos. Com ajuda da Defensoria Pública do Distrito Federal, ele conseguiu o direito de utilizar o seu nome social, ou seja, conseguiu inserir em seu documento oficial o nome/gênero pelo qual se reconhece na sociedade. Conforme o jovem, a DP-DF tem um entendimento avançado sobre a questão. “A Defensoria Pública ajudou a conquistar meu direito ao nome! Eu não teria condições de pagar um advogado particular, como a maioria das pessoas trans. Seria difícil achar um profissional que entendesse do processo de mudança de nome, no caso dos transexuais. A Defensoria de Brasília tem um entendimento avançado sobre essa questão. Agora que consegui arrumar meus documentos, consigo evitar constrangimentos”, explica Bernardo Mota.

Para ajudar jovens que estão passando pelo mesmo processo, ele compartilha em sua rede social dicas, fotos e textos para explicar para outras pessoas como dar entrada no processo de alteração de nome.

O jovem conta que o processo de transformação não foi fácil. Ele precisou de ajuda psicológica e também participa de grupos de pessoas trans. Bernardo toma hormônios há cerca de um ano e, graças a um financiamento coletivo na internet, conseguiu realizar a cirurgia de retirada das mamas, livrando-se das desconfortáveis e insalubres faixas que usava para pressionar e esconder os seios.

Direitos humanos

Em vários estados do país, a Defensoria Pública presta orientação e atendimento especializado a gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Os defensores podem ingressar com ações na área de família e registros públicos, a exemplo do reconhecimento de união estável e retificação de registro civil. Além disso, atuam em casos de adoção homoafetiva, por meio da Defensoria Especializada da Infância e Juventude, e sobre encaminhamentos de denúncias de LGBTfobia.

Ainda no final do ano passado, a Comissão da Diversidade Sexual da ANADEP emitou nota técnica referente ao Projeto de Decreto Legislativo nº 395/2016, que visa sustar o Decreto nº 8.727, de 28 de abril de 2016, o qual dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e funcional.

O coordenador da Comissão de Diversidade da ANADEP, Douglas Amaral, explica que a atuação dos Defensores Públicos é essencial para efetivar o exercício da cidadania por parte das pessoas travestis e transexuais. “São homens e mulheres que precisam da Defensoria Pública para ter direitos básicos garantidos, como, por exemplo, o simples respeito ao uso do nome social. É de suma importância que todas as Defensorias Públicas estejam atentas a esta questão para que seja prestado um atendimento humanizado, com o ajuizamento das mais diversas ações, seja na área de saúde, seja para a retificação do nome e do gênero no registro de nascimento, entre outras. A Comissão de Diversidade Sexual e Identidade de Gênero da ANADEP está sempre à disposição dos defensores e das defensoras que precisam de algum apoio quanto ao tema e seguirá trabalhando no ano de 2017 para a melhoria do atendimento prestado pela Defensoria Pública a essa parcela da população”.

*Com informações Correio Braziliense

ANADEP