Palestra magna do ministro Ayres Britto abre seminário pelos 30 anos de Constituição Federal

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, abriu, nesta quinta-feira (4/10), o seminário “30 anos da Constituição Federal de 88. Defensoria Pública: evolução na promoção da dignidade humana”. O evento, que é uma alusão aos 30 anos da Constituição Federal, tem por objetivo promover um resgate histórico e de discutir os avanços institucionais com a Constituição. Além disso, visa analisar a construção de novos modelos de atuação da Defensoria Pública e debater as vitórias legislativas que reposicionaram a Instituição no sistema de Justiça.

Com sua característica peculiar, com frases marcantes e citações poéticas, o ministro Ayres Britto iniciou a palestra com um resgate sobre os fatos que marcaram a Promulgação da Constituição Federal de 88. Falou sobre a instalação da Assembleia Nacional Constituinte, da figura histórica de Ulysses Guimarães e dos temas que foram inseridos no texto constitucional. “A nossa Constituição é fruto dos mais intensos e democráticos debates. Sua construção foi um momento de efervescência nacional, com acompanhamento da imprensa e construída a partir de sugestões de inúmeras comissões”, relembrou.

Para ele, a Constituição é fruto de uma instância normativa que é a nação. “A nação é uma categoria do povo. O povo de ontem, o povo de hoje e o povo de amanhã”, ressaltou.O ministro também ressaltou o termo Constituição Cidadã. “É um texto que teve os cidadãos envolvidos com os assuntos da coletividade. Foi um momento de militância cívica. Essa constituição fez da democracia o princípio dos princípios”, frisou.

Sobre o atual momento do País, o ministro Ayres Britto frisou que estamos em um momento de turbulência porque estamos andando de costas para a Constituição. Para ele, “quem semeia o vento da desigualdade social colhe o fruto da desarmonia coletiva.”

Ele citou o papel da Defensoria Pública no sistema de Justiça e da coerência da CF. “O que seria o princípio da dignidade humana sem a jurisdição? O que seria o acesso à jurisdição das pessoas pobres sem a Defensoria Pública?”

A vice-presidente da ANADEP, Thaísa Oliveira, presidiu a mesa. Ao dirigir-se ao ministro exaltou o papel “ousado” do STF e da Defensoria Pública na garantia dos direitos dos vulneráveis.

O seminário é uma realização da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP), Escola Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ENADEP), Associação Nacional dos Defensores Públicos do Distrito Federal (ADEP-DF), Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e Escola de Assistência Jurídica da Defensoria Pública do Distrito Federal (EASJUR).

Participaram da solenidade de abertura, o presidente da ANADEP, Antonio Maffezoli; a presidente da ADEP-DF, Mayara Tachy; e a defensora pública geral do Distrito Federal, Maria José Silva Souza.

Para finalizar a programação da manhã foram exibidos vídeos relacionados à temática do evento. O primeiro foi sobre a campanha permanente da ANADEP “garantir o seu direito é nosso maior feito”. Em seguida, foram exibidos vídeos de dois parlamentares que foram fundamentais para a aprovação da emenda constitucional 80 de 2014 (PEC 247/2013, na Câmara e PEC 4/2014, no Senado) – Alessandro Molon e Mauro Benevides, ambos coautores da proposta.

Programação: No período da tarde, haverá palestras com a ex-presidente da ANADEP e defensora pública do Rio Grande do Sul, Patrícia Kettermann; o ex-vice-presidente da ANADEP e defensor público do DF, Stéfano Pedroso; a defensora pública de São Paulo e professora de Direito Constitucional da PUC/SP, Mônica de Melo; e o defensor público do Rio de Janeiro e mestre em ciências jurídicas e sociais pela UFF, Pedro González. “O direito de acesso à Justiça e a Defensoria Pública na visão do Supremo Tribunal Federal e do Constituinte” e os “Compromissos constitucionais da Defensoria Pública após a EC 80” são alguns dos temas a serem debatidos no evento.

APIDEP participa de Assembleia Geral da ANADEP em Brasília

A ANADEP promoveu, nessa quarta-feira (3/10), assembleia geral extraordinária para discutir assuntos de interesse da categoria, entre eles, atividades legislativas e a pauta jurídica. O encontro ocorreu na sede da entidade, em Brasília.
O primeiro item a ser discutido foi a organização do XIV Congresso Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (CONADEP), que será realizado em 2019, no Rio de Janeiro. O evento terá como foco a implementação da EC 80/2014 e os desafios futuros da Defensoria Pública. O CONADEP é o maior evento da Defensoria Pública brasileira e visa ao debate sobre os principais temas relacionados à Instituição e o papel da defensora e do defensor público na sociedade. O evento será realizado de 12 a 15 de novembro. Os próximos passos são a contratação da empresa organizadora, o lançamento do site oficial e a sede do congresso.
Na ocasião, a AGE aprovou, por unanimidade, a reativação da Comissão Especial dos Direitos da Pessoa Idosa da ANADEP. A comissão auxiliará a atuação das defensoras e defensores públicos e demais instituições que militam na área. Além disso, o foco do grupo será atuar para a construção de políticas públicas na área, apoiar a atuação legislativa da ANADEP no Congresso Nacional e trocar experiências e práticas exitosas entre os integrantes da comissão. O pleito foi defendido pela defensora pública do Piauí Sarah Vieira Miranda Lages Cavalcanti, que é titular da 2ª Defensoria Pública do Idoso da DPE-PI.
Logo após o grupo iniciou uma discussão sobre o tema da Campanha Nacional 2019. Os temas poderão ser enviados para a equipe de comunicação da ANADEP (comunicacao@anadep.org.br) até o dia 11 de outubro. Na ocasião, a diretora de comunicação da Associação, Rivana Ricarte, fez um panorama sobre a iniciativa e explicou que, a partir da escolha de um tema, serão desenvolvidas uma série de ações para trabalhar a Campanha nacionalmente como: palestras de educação em direitos, cursos, mutirões, sessões solenes e outros. A escolha final ocorrerá na próxima AGE. Algumas sugestões foram apresentadas no encontro.
Já a presidente da ADPERJ, Juliana Lintz, apresentou um vídeo relacionado ao tema da Campanha Nacional 2018 “Defensoras e Defensores Públicos pelo direito à documentação pessoal: onde existem pessoas, nós enxergamos cidadãos”, que tem como objetivo mostrar à sociedade que a Defensoria Pública pode ajudar o cidadão a obter e/ou retificar a documentação básica. O material apresentado é voltado à população carcerária fluminense. Neste caso, a Defensoria orienta os(as) apenados(as) sobre seus direitos e como obter seu registro.
Entre outros temas que foram tratados no encontro estão a contratação de um plano de saúde nacional para a carreira e as Eleições Gerais 2018, bem como o contato com os candidatos à Presidência da República iniciado pela ANADEP e pelas Associações Estaduais.
Participaram da assembleia representantes da ADPACRE, ADEP-BA, ADPEC, ADEP-DF, ADEPES, AGDP, ADPEMA, AMDEP, ADEP-MS, ADEP-MG, ADPEP-PA, APDP, ADEPEPE, ADEPAR, APIDEP, ADPERJ, ADPERN, ADPERGS, ADPER, APADEP, ADPESE, ADEPESC e ADPETO.

O próximo encontro será no dia 25 de outubro, em Manaus.

Com informações ANADEP.

Apidep lança edital para Campeonato de Futebol em Fortaleza

A Associação Piauiense das Defensoras e Defensores Públicos – APIDEP, por meio de sua Diretoria, considerando a realização do “I Campeonato de Futebol Society (FUT 8) de Defensores Públicos”, no período de 15 a 17 de novembro deste ano, torna público nesta data, o edital para concessão de ajuda de custo aos seus associados interessados em participar do evento em Fortaleza (CE).

Confira aqui o edital 

Defensoria integra Jornada da Justiça Itinerante na Uespi até sexta (28)

A Defensoria Pública do Estado do Piauí está integrando até a próxima sexta-feira (28), a Jornada da Justiça Itinerante que acontece no Campus Clóvis Moura, na Universidade Estadual do Piauí, bairro Dirceu Arcoverde. Nesta terça-feira os trabalhos foram coordenador pelo defensor público Fabrício Márcio de Castro Araújo.

Como nas demais edições da Jornada, a Defensoria participa com atendimento e orientações sobre reconhecimento de paternidade, serviços de retificação de registro civil de nascimento, suprimento de óbito, divórcio consensual, homologação de acordo de pensão alimentícia, restauração de assento de nascimento, reconhecimento e dissolução de união estável, entre outros considerados ações de natureza consensual.

“A Defensoria Pública Itinerante tem como missão constitucional levar o acesso à Justiça para todas as pessoas em qualquer bairro, em qualquer local, uma vez que muitos dos nossos assistidos não têm sequer as condições necessárias e suficientes para se deslocarem até o Defensor Público. Portanto a Defensoria vai ao encontro dos assistidos, dos hipossuficientes, justamente para resolver as demandas que são natureza da Itinerante, como divórcio, pensão alimentícia, retificação de registro público.É com alegria que hoje nos encontramos no bairro Dirceu e que venham os próximos bairros, para que a Defensoria Pública possa exercer o seu papel e realizar uma boa missão”, disse o defensor Fabrício Márcio Araújo, durante o atendimento no Dirceu Arcoverde.

A Defensoria Itinerante tem a direção do defensor público Afonso Lima da Cruz Júnior e a coordenação da defensora pública Paula Batista da Silva, tendo ainda em seus quadros os defensores públicos Arilson Pereira Malaquias, na 1ª Defensoria Pública Itinerante e Francisco Cardoso Jales, na 2ª Defensoria Pública Itinerante.

A Jornada da Justiça Itinerante é realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, em conjunto com a Defensoria Pública e várias outras Instituições parceiras.

Defensoria consegue documentação que garante o acesso ao tratamento do vírus HIV para reeducando

A Defensoria Pública do Estado do Piauí garantiu o direito a assistido, portador do vírus HIV, de receber a medicação retroviral para tratamento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a partir da aquisição do CPF. A iniciativa foi da defensora pública Patrícia Ferreira Monte Feitosa, titular da 12ª Defensoria Pública de Família e chefe de Gabinete da DPE-PI, que foi contactada pelo Serviço Social da Penitenciária.

O assistido J.B.F.G., de 26 anos, que é travesti, é reeducando na Penitenciária Feminina e, ao ser recebido naquela Unidade Prisional, relatou ser portador do vírus HIV, contudo não fazia o tratamento necessário por ter como documento apenas de Carteira de Identidade, tendo o Título Eleitoral suspenso, por ser sentenciado, e não possuir CPF, o que é uma exigência para que possa receber a medicação gratuitamente.
Ao tomar conhecimento da situação e comprovar ser J.B.F.G. realmente portador do vírus HIV, o Serviço Social da Penitenciária, por meio da assistente social Margareth Monteiro Martins, procurou a Defensoria Pública, relatando o contexto à defensora Patrícia Monte, que é autora do Programa Defensorial de Assistência Integral ao Preso- PRODAIP.

A Defensora então deu entrada no pedido da documentação junto a Delegacia da Receita Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral, conseguindo a liberação do CPF, que possibilitou ao reeducando o início do tratamento. Hoje, segundo a assistente social da Penitenciária, J.B.F.G se encontra em boas condições e interage normalmente com as demais reeducandas, estando integrado à rotina do local.

“Só temos que agradecer à Defensoria, porque sempre está dando apoio à Penitenciária Feminina e sem essa ajuda muita coisa não seria resolvida, pois a burocracia atrapalha muito o nosso trabalho. Esse apoio nos abre portas e com isso a melhoria para as mulheres privadas de liberdade” , diz Margareth Monteiro.

“A Secretaria de Justiça, reconhecendo o esforço dos defensores públicos em prestar assistência integral aos presos , e cientes das ações do PRODAIP e da Campanha do Registro Público realizada pela Instituição , entrou em contato com a Chefia de Gabinete, pedindo providências urgentes pra tirar o CPF, antes que o reeducando perdesse a medicação, que é o coquetel composto por medicamentos antirretrovirais, pois não estavam conseguindo tirar o CPf em razão da exigência da certidão da Justiça Eleitoral. Através de um trabalho articulado, e contando com a sensibilidade da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral e da Delegacia da Receita Federal, foi possível obter as respectivas certidões com celeridade e presteza para fazermos a inscrição do assistido, possibilitando o acesso à medicação”, afirma Patrícia Monte.

Inicia prazo de inscrições para Ouvidor-Geral da Defensoria Pública

Iniciou na última segunda-feira (17), o período de inscrições para os representantes da sociedade civil interessados em concorrer ao cargo de Ouvidor-Geral Externo da Defensoria Pública do Estado do Piauí, bem como àqueles que desejem participar no processo para a formação da lista tríplice. As inscrições, que prosseguem até o próximo dia 28, devem ser feitas no setor de protocolo da Defensoria Pública, localizado na Unidade João XXIII da Defensoria Pública, na avenida João XXIII, 865, bairro Jóquei Clube, no horário das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira.

O processo para escolha do Ouvidor-Geral Externo tem como público-alvo, assistidos da Defensoria Pública, representantes de Direitos Humanos, Associações de Moradores, Sindicatos, Organizações Não Governamentais, Movimentos Sociais em geral e todos a quem possa interessar a escolha, que será feita a partir da formação de lista tríplice por voto de representantes de entidades da sociedade civil, devidamente cadastradas e que deverão promover suas inscrições, comprovando o preenchimento dos requisitos contidos no Edital Nº 001/2018, que trata do processo.

Após o recebimento, análise e deferimento das inscrições, a votação e eleição para a formação de uma lista tríplice, composta pelos três candidatos mais votados, deverá acontecer em Audiência Pública, no dia 07 de novembro de 2018, a partir das 8h, no auditório da Escola Superior da Defensoria, na Casa de Núcleos da Instituição, localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 1342, Bairro de Fátima.

A lista tríplice será encaminhada ao Conselho Superior da Defensoria Publica, o qual em reunião, através de voto secreto, escolherá o novo Ouvidor-Geral Externo.

Todo o processo para a escolha do Ouvidor-Geral Externo é coordenado pela Comissão Eleitoral que tem como presidente a defensora pública Rosa Mendes Viana Formiga; como vice-presidente, o defensor público Eric Leonardo Pires de Melo e como secretária, a defensora pública Sara Maria Araújo Melo. São membros suplentes da Comissão a defensora pública Karla Araújo de Andrade Leite; o defensor público Afonso Lima da Cruz Júnior e a defensora pública Débora Cunha Vieira Cardoso.

Confira abaixo Edital após alterações realizadas através da errata 001/2018, publicada no Diário Oficial do Estado em 17 de setembro de 2018.

Edital

Aprovada alteração no nome da APIDEP

A Associação Piauiense dos Defensores Públicos (APIDEP) realizou a primeira Assembleia Geral Extraordinária (AGE), referente ao biênio 2018/2020, nesse último sábado (8), no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública (ESDEPI).

Dr. João Batista do Lago Neto, Diretor de Assuntos Jurídicos; Dr. Arilson Malaquias, vice-presidente; e Ludmilla Maria Reis Paes Landim, Presidente da APIDEP

De acordo com a Presidente da APIDEP, Dra. Ludmilla Maria Reis Paes Landim, durante a assembleia foram abordadas, dentre outras deliberações: a aprovação da alteração/adequação do nome da entidade, que agora passa a se chamar Associação Piauiense das Defensoras e dos Defensores Públicos.

“Passamos a adotar uma linguagem de pre-equidade, rechaçando a ideia de que o masculino é neutro e universal. Dessa forma, considerando que a Defensoria Pública é um órgão voltado a fomentar politicas públicas inclusivas e não discriminatórias, entendeu-se que a sua entidade classe deveria adequar o seu nome com a flexão de gênero a exemplo de outras associações defensoriais no país.”, explicou a presidente da entidade.

Na Assembleia, estiveram reunidas as associadas e os associados da APIDEP sob a condução do Dr. João Batista do Lago Neto, diretor de assuntos jurídicos; Dr. Arilson Malaquias, vice-presidente; e da presidente Ludmilla Maria Reis Paes Landim.

Apidep reforça a importância da denúncia no combate à violência contra a mulher

O mês de agosto encerra, mas a luta pela conscientização pelo fim da violência contra a mulher é permanente. “Vários meses no ano são utilizados para lembrar esse problema e a necessidade da sociedade se engajar nessa causa”, afirmou a defensora pública titular do Núcleo de Defesa da Mulher, Verônica Acioly. A campanha vem reforçar a denúncia por meio do número 180 e exemplifica as situações em que a mulher é agredida e que vão além das agressões físicas.