Artigo analisa discursos sobre marginalidade

O defensor público e associado da APIDEP, Jeiko Leal Melo Hohmann Britto, publicou artigo na 36ª edição da Revista da Defensoria Pública do RS (24/09/2025).

Intitulado “Escola Positiva e Neoconservadorismo: Indivíduo Perigoso e Underclass como Justificativas Diferentes para o Objetivo Comum de Criminalização da Pobreza”, o estudo compara duas formas de explicar o crime: o “indivíduo perigoso”, da Escola Positiva, e a “underclass” norte-americana.

A análise mostra como essas visões, ao focarem no indivíduo, escondem fatores estruturais — como a falta de políticas sociais, o acesso desigual à educação, saúde e moradia, além da priorização de interesses financeiros em detrimento do investimento público.

Para o autor, tais discursos acabam reforçando a associação entre pobreza e criminalidade, fortalecendo desigualdades e limitando a compreensão das verdadeiras causas dos problemas sociais.

O artigo defende que apenas olhando para as raízes estruturais da desigualdade será possível formular políticas públicas justas e eficazes, capazes de promover oportunidades e reduzir a marginalização.

Justiça Climática: APIDEP fortalece debate sobre direitos e preservação ambiental no Piauí

 

A justiça climática se apresenta hoje como um dos temas principais na promoção de direitos fundamentais e na preservação ambiental, especialmente no Estado do Piauí, onde a caatinga e o cerrado sofrem agressões intensas do agronegócio. Discussões sobre sustentabilidade, impactos climáticos e acesso à água são fundamentais para garantir uma cidadania sustentável e a proteção das populações mais vulneráveis.

Diante dessa necessidade de pautas coletivas e do alinhamento de caminhos a serem seguidos, a Associação Piauiense das Defensoras e Defensores Públicos (APIDEP) reforça seu compromisso com a defesa dos direitos da classe e com causas que dialogam diretamente com esses desafios. Para a associação, a atuação dos defensores públicos envolve também a promoção de políticas públicas e a articulação social que asseguram proteção ambiental e justiça social.

A associação realizou recentemente o evento “Entre Rios e Direitos: Caminhos da Justiça Climática”, em parceria com a Defensoria Pública do Piauí e a Escola Superior da Defensoria Pública do Estado, que reuniu autoridades e especialistas para discutir estratégias de atuação em defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Essa iniciativa integra a ação nacional promovida pela ANADEP, reforçando a articulação da Defensoria Pública em todo o país na promoção da justiça climática.

O presidente da APIDEP, Dárcio Rufino de Holanda, ressalta a importância da temática: “Discutir justiça ambiental é abrir um campo enorme de atuação para a Defensoria Pública, especialmente em um estado como o nosso, onde a caatinga e o cerrado sofrem agressões violentas do agronegócio.”

Com iniciativas como esta, a APIDEP reafirma seu papel de integração entre atuação jurídica, políticas públicas e causas ambientais, fortalecendo o diálogo e a construção de caminhos coletivos para a proteção do meio ambiente e a garantia dos direitos fundamentais no Piauí.

INSCRIÇÕES ABERTAS: Encontro das Defensoras e Defensores Públicos das Regiões Norte e Nordeste será realizado em Fortaleza, em novembro

Fonte: ASCOM ANADEP e ADPEC
Estado: DF/CE

 

 

Nos dias 6 e 7 de novembro, a capital Fortaleza (CE) sediará o Encontro das Defensoras e Defensores Públicos das Regiões Norte e Nordeste. O evento reunirá defensoras e defensores públicos para discutir os principais temas relacionados à atuação da Defensoria Pública e sua importância para a sociedade, no Hotel Luzeiros.
A iniciativa é da ANADEP, com apoio da ADPACRE, ADEPAL, ADEPAP, ADEPAM, ADEP-BA, ADPEMA, ADPEP, APDP, ADEPEPE, APIDEP, ADPERN, ADEPRO, ADPERR, ADPESE e ADPETO. A ADPEC será a anfitriã desta edição.
A presidenta da ANADEP, Fernanda Fernandes, ressalta que a realização dos encontros regionais é fundamental para a troca de experiências e para a integração da categoria em torno de debates sobre o fortalecimento da carreira e a expansão da Defensoria Pública nos territórios.
“As regiões Norte e Nordeste concentram metade da nossa carreira, com mais 2672 membras e membros da nossa carreira. São defensoras e defensores públicos com uma expertise singular e práticas exitosas em diversos estados. O encontro será uma oportunidade de integrar esse conhecimento e compartilhar o que a Instituição tem de melhor na garantia do acesso à justiça”, destacou.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional da Defensoria Pública, as regiões Norte e Nordeste somam cerca de 75 milhões de pessoas, tornando-se um dos principais polos de atuação da Defensoria Pública. Juntas, as Defensorias desses 16 estados ultrapassam 7,5 milhões de atendimentos, transformando a realidade de cidadãs e cidadãos por meio do acesso efetivo à justiça.
A presidenta da ADPEC, Kelviane Barros, considera significativa a iniciativa de sediar a atividade, que valoriza a carreira e reforça o compromisso institucional de alcançar todas as regiões, simbolizando que a Defensoria Pública precisa estar presente em todo o território nacional.
“O Encontro Regional das Defensoras e Defensores Públicos das Regiões Norte e Nordeste representa um marco importante para nossas Associações. Vamos aproveitar essa oportunidade para compartilhar conhecimento, discutir temas relevantes e fortalecer nossos laços. Juntos, seguiremos atuando pelo fortalecimento da Defensoria Pública, acreditando no poder transformador que ela exerce em nossa sociedade”, afirmou.
Inscrições:
O valor para participar do Encontro será de R$ 350,00 reais pagos via PIX para ANADEP.
CLIQUE AQUI E FAÇA SUA INSCRIÇÃO.
É necessário preencher o formulário e anexar o comprovante de pagamento.
A programação será divulgada em breve em todos os canais.
INFORMAÇÕES:
O QUE: Encontro das Defensoras e Defensores Públicos das Regiões Norte e Nordeste
QUANDO: 6 e 7 de novembro
HOTEL OFICIAL: Luzeiros Fortaleza (https://www.luzeiroshoteis.com.br/fortaleza)

INSCRIÇÕES ABERTAS: II Encontro da Frente Afro-Indígena das Defensoras e dos Defensores Públicos do Brasil

Fonte: ANADEP
Estado: DF
De 25 a 27 de setembro, Belo Horizonte (MG) sediará o II Encontro da Frente Afro-Indígena das Defensoras e dos Defensores Públicos do Brasil.
A edição é uma iniciativa da Associação Nacional das Defensoras e dos Defensores Públicos (ANADEP), por meio das Comissões Temáticas de Igualdade Étnico Racial e de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, em parceria com a Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de Minas Gerais (ADEP-MG), o Fórum Justiça e a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG).
O evento tem como objetivo promover a capacitação de membros(as) e servidores(as) da Defensoria Pública, com foco nas questões relacionadas ao atendimento dos(as) usuários(as) e às demandas ligadas à pauta étnico racial. A proposta é fomentar discussões com especialistas e ativistas, visando romper com a reprodução de violências sistêmicas, inclusive no interior das Defensorias Públicas.
O encontro também busca consolidar políticas e projetos antirracistas nas Defensorias Públicas de todo o país, além de fortalecer a articulação institucional com movimentos sociais e a sociedade civil organizada.
Inscrições: Os(as) interessados(as) podem se inscrever até 12 de setembro.
[CLIQUE AQUI] e acesse o formulário de inscrição.
Edital para apresentação de trabalhos
Um dos destaques do Encontro será a apresentação de trabalhos voltados à promoção de uma educação antirracista e ao fortalecimento do protagonismo social de pessoas indígenas e afro-brasileiras. O edital visa selecionar práticas de defensores(as) públicos(as) e servidores(as) que envolvam a temática do evento em sua área de atuação.
A inscrição de trabalhos ocorrerá até às 18h do dia 21 de agosto.
A divulgação dos trabalhos aprovados será feita até 29 de agosto de 2025, no site da ANADEP e do Fórum Justiça, além de comunicação por e-mail aos(às) participantes selecionados(as).
[CLIQUE AQUI] e leia o edital completo.
ATENÇÃO: Para enviar o seu trabalho, utilize o formulário de inscrição. No campo nº 6, exclusivo para o envio de trabalhos, insira todas as informações solicitadas.
Informações gerais:
📅 Quando: 25, 26 e 27 de setembro
📍 Onde: Belo Horizonte (MG)

Inscrições para o II Congresso Nacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência vão até 31/7

Já estão abertas as inscrições para o II Congresso Nacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CONAPCD), que acontecerá nos dias 1º e 2 de setembro, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. O Congresso tem o objetivo de fomentar o debate qualificado, intersetorial e inclusivo sobre os direitos das pessoas com deficiência, reunindo especialistas, instituições públicas e privadas, sociedade civil organizada e demais atores estratégicos da área.
O evento é aberto ao público e as pessoas interessadas podem se inscrever até as 18 horas de 31/7, neste link. 
Para concluir a inscrição é necessário marcar se a participação será virtual ou presencial e preencher o Formulário de Acessibilidade.
Dúvidas sobre como se inscrever? 
Clique aqui para acessar o vídeo tutorial ou aqui para acessar o PDF explicativo, com recurso eletrônico de leitura para pessoas com deficiência visual.
Programação 
O Congresso terá início a partir das 9 horas do dia 1º/9, com a abertura pela defensora pública-geral de Minas Gerais, Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias.
A variada programação inclui palestras e painéis que debaterão temas diversos, sob uma abordagem interseccional, como justiça climática, direito à educação, maternidade atípica e Política Nacional de Cuidados, capacidade jurídica da pessoa com deficiência e o anteprojeto do Código Civil, deficiência psicossocial, desinstitucionalização e moradia para vida independente e direito ao trabalho.
Concurso de Teses e Práticas Exitosas 
O Concurso de Teses e Práticas Exitosas e aprovação do Protocolo de Atuação Estratégica de Educação Especial das Defensorias Públicas encerrará as atividades, a partir das 16 horas do dia 2/9.
Ainda dá tempo de se inscrever para o Concurso. As inscrições seguem abertas até as 18 horas do dia 1º/8, por meio do e-mail cepiped@defensoria.mg.def.br. Pessoas interessadas
A Banca Examinadora escolherá as três melhores teses e as três melhores práticas, dentre as enviadas, classificando-as em primeiro, segundo e terceiro lugar. Haverá também quatro menções honrosas (duas teses e duas práticas).
Podem se inscrever para o Concurso defensores e defensoras públicas, servidoras e servidores da Defensoria Pública que estiverem inscritos no Congresso na modalidade presencial ou virtual. Acesse aqui o edital. 
Realização 
O II CONAPCD é promovido pela CEPIPED/DPMG, com o apoio da Escola Superior da Instituição, em parceria com a Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de Minas Gerais (ADEP-MG), Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP) e o Estádio do Mineirão.
Fonte: ASCOM ANADEP *Com informações da ASCOM/DPE-MG
Estado: DF/MG

Defensoria Pública participa da abertura d e reunião ordinária do GNA-Social, no Ministério Público

O diretor das Defensorias Regionais, defensor público Erisvaldo Marques dos Reis, esteve presente, nesta quinta-feira (03), na abertura da 2ª Reunião Ordinária de 2025 do Grupo Nacional de Atuação do Ministério Público em Apoio Comunitário, Participação e Inclusão Sociais e Combate à Fome (GNA-Social). A solenidade aconteceu na sede leste do MPPI sendo presidida pelo procurador-geral de Justiça, Cleandro Moura.

Vinculado ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), o GNA-Social reúne membros do Ministério Público de diversos estados com o objetivo de fortalecer a atuação institucional em relação à cidadania, saúde, educação, assistência social e combate à fome. Durante a abertura foi feito o lançamento oficial da campanha nacional “Quem Tem Fome Tem Pressa de Justiça”, que busca conscientizar a sociedade sobre a gravidade da fome no Brasil, além de fortalecer o papel do Ministério Público na garantia do direito humano à alimentação e nutrição adequadas.
“Com este importante momento, reforçamos o protagonismo do MPPI na pauta dos direitos fundamentais e na consolidação de políticas públicas voltadas à promoção da dignidade da pessoa humana”, afirma Cleandro Moura, que também preside o GNA Social.

O diretor das Defensorias Regionais, Erisvaldo Marques, destacou a relevância da atuação das instituições em pautas voltadas para a inclusão social. “Esta é uma reunião de significativa importância, consideramos fundamental que as instituições unam esforços para garantir que todos tenham acesso aos direitos básicos, especialmente à alimentação. Nesse contexto, a Defensoria Pública segue comprometida em trabalhar promovendo sempre a inclusão social e assegurando que o direito à dignidade humana seja respeitado.”

Fonte: DPE-PI

Envelhecer com dignidade: o Brasil está pronto para isso?

*Por Jeiko Leal, presidente da Associação Piauiense dos Defensores Públicos (Apidep)

O Brasil está envelhecendo. A projeção do IBGE aponta que, até 2030, o número de pessoas idosas no país superará, pela primeira vez, o de crianças e adolescentes com até 14 anos. Até 2050, o Brasil será o sexto país do mundo com maior população idosa. Diante desse cenário, cabe uma pergunta fundamental: estamos preparados para garantir os direitos dessa parcela crescente da sociedade?

Envelhecer com dignidade deve ser um direito, não um desafio. No entanto, os dados mostram que o aumento da população idosa não tem sido acompanhado pela ampliação de políticas públicas eficazes e de acesso universal. O resultado disso é uma geração de pessoas que vive mais, mas muitas vezes sem o apoio do Estado, da família ou da sociedade, exposta a negligências, violência patrimonial, abandono e exclusão.

É nesse contexto que a Defensoria Pública assume um papel estratégico. A atuação dos defensores e defensoras públicas na proteção jurídica da pessoa idosa é cotidiana e urgente. São demandas ligadas à curatela, à violação de direitos previdenciários, à proteção contra violência doméstica e patrimonial, ao acesso a tratamentos de saúde e a políticas de assistência social. Em muitos casos, é a Defensoria que garante o mínimo de dignidade a quem já contribuiu durante toda a vida com o desenvolvimento do país.

A Apidep, enquanto entidade representativa dos(as) defensores(as) públicos(as) do Estado do Piauí, tem acompanhado com atenção o crescimento das demandas relacionadas à população idosa. O que se observa é uma preocupante combinação entre a judicialização da vida e o abandono social. Falta informação, falta estrutura de acolhimento e, principalmente, falta uma política nacional sólida que trate o envelhecimento da população como eixo central do planejamento público.

É preciso reforçar a compreensão de que a proteção à pessoa idosa não se limita ao combate à violência. Ela envolve o acesso pleno a direitos fundamentais: moradia digna, saúde, convivência familiar, transporte, lazer e justiça. E é nessa última fronteira que a Defensoria Pública atua com protagonismo, garantindo que o envelhecer não seja sinônimo de invisibilidade.

Ao reconhecer o envelhecimento como um desafio coletivo, reafirmamos também a importância de fortalecer as instituições que tornam os direitos efetivos. A Apidep defende que investir na Defensoria Pública é investir em cidadania. É assegurar que os brasileiros e brasileiras que chegam à terceira idade não sejam esquecidos pelas políticas públicas, nem silenciados pelo sistema de justiça.

O futuro do Brasil será cada vez mais grisalho. Que ele seja também mais justo, mais inclusivo e mais comprometido com quem tanto já fez por este país.

Defensoria impetra Ação Civil Pública em favor de crianças e adolescentes da Casa de Acolhimento Infanto Juvenil de Parnaíba

A Defensoria Pública do Estado do Piauí, por intermédio da Comissão de Defensoras e Defensores Públicos, instituída por força da Portaria GDPG nº 1.102/2023, de 15 de dezembro de 2023, composta pelos membros Débora Cunha Vieira Cardoso, Gerson Henrique Silva Sousa, Sarah Vieira Miranda, Daniela Neves Bona, Afonso Lima da Cruz Junior e Igor Castelo Branco de Sampaio, sob a presidência da primeira, impetraram Ação Civil Pública (Processo nº 0802858-26.2025.8.18.0031) contra o Município de Parnaíba em favor das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade institucionalizados na Casa de Acolhimento Infanto Juvenil de Parnaíba (CAIP), estabelecimento público municipal, sem personalidade jurídica, mantido pela Prefeitura Municipal de Parnaíba e vinculado à SEDESC (Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania).

A Ação foi resultado de Procedimento Preparatório para a Propositura de Ações Coletivas – PROPAC nº PP000002/2024, resultante da instauração de Procedimento para Apuração de Dano Coletivo (PADAC). O procedimento administrativo interno da Autora foi iniciado para apurar denúncias que sugerem graves violações de direitos das crianças e adolescentes acolhidos na CAIP, tais como ameaças e maus-tratos.

A Comissão de Defensoras e Defensores Públicos vêm realizando inspeções e audiências extrajudiciais, tendo encontrado problemas como períodos de superlotação, ausência de capacitação dos profissionais e falhas no controle de ponto; crianças/adolescentes acolhidos há mais de 04 (quatro) anos, sem progresso para desinstitucionalização. Além disso, foi constatado que a instituição funcionava de modo precário, em descumprimento ao que rege os ditames legais previstos nas Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes e ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Ausência de Plano Político Pedagógico, PIAS e Relatórios desatualizados, falta de Laudo da vigilância sanitária e do Corpo de bombeiros, ausência de controle das doações e estoque de alimentos, falta de alimentos e oferecimento de alimentos vencidos aos acolhidos, bem como o consumo de água não potável. A Casa também funciona com estrutura física incompatível com a de uma residência, já que se trata de uma Escola que foi adaptada para funcionar como instituição de Acolhimento.

2200fd12-0384-4edd-8c4e-bc4c01d58d0eNas inspeções que se seguiram, notadamente na inspeção realizada em fevereiro/2025, a Defensoria Pública constatou que a Casa permanece em estado insalubre, higiene extremamente deficitária, ambiente contaminado com água de fossa e caixa de gordura, ausência de itens de limpeza e de higiene pessoal, alimentos insuficientes e inadequados, crianças sem encaminhamento para atendimento médico e sem fisioterapia, ausência de individualização de roupas, não observância de protocolos em caso de surtos psiquiátricos, pouquíssimos cuidadores e funcionários de serviço geral, ausência de capacitação do corpo de servidores/colaboradores/terceirizados. Além disso, itens decorrentes de segurança e acessibilidade restam inobservados conforme atestado pelo Corpo de Bombeiros e por Engenheiro Perito que foram instados durante o procedimento, o que gerou o pedido de liminar pela Defensoria Pública requerendo a interdição do prédio, com o imediato deslocamento dos acolhidos para a rede hoteleira ou outro local em condições de salubridade, segurança e acessibilidade, obedecidas todas as normas legais supramencionadas e disposições regulamentares.

A Defensoria requereu ainda a nomeação de interventor judicial, para garantir a adequada gestão e funcionamento da unidade de acolhimento para que cessem imediatamente as violações encontradas.

Para a defensora pública Débora Cunha Vieira Cardoso, presidente da Comissão “Foram feitas 4 inspeções na Casa de Acolhimento Infantojuvenil de Parnaíba e 2 reuniões extrajudiciais com os representantes do Município, mas não ocorreram melhorias substanciais. Presenciamos situações estarrecedoras, como falta de alimentação e de água potável para o consumo das crianças. Recebemos denúncias anônimas de ex-servidores que relataram que as crianças com deficiência não recebem os tratamentos médicos adequados, é comum que tenham episódios de surto sem que haja um protocolo para tais situações. Inúmeras vezes são os próprios cuidadores que precisam se cotizar para comprar alimentos e produtos de higiene básica. Na última inspeção, vimos esgoto à céu aberto e muita sujeira. Uma das denunciantes relatou que a brinquedoteca fica fechada, e só é autorizada a abertura quando prevista alguma fiscalização dos órgãos públicos”.e8e44765-bafc-4a02-ba4b-bdb60fbc761e

Para a defensora Pública Sarah Miranda, o Município é obrigado a prestar serviço assistencial de altíssima complexidade, como é o serviço de acolhimento institucional, de forma a observar a legislação pertinente. Os serviços devem garantir dignidade, salubridade, segurança, habitabilidade, alimentação adequada e nutritiva, acesso a serviços médicos, dentre outros, que restaram inobservados no presente caso. Cabe à Defensoria Pública o papel constitucional de promover os direitos da criança e do adolescente, inclusive protegendo-as de toda e qualquer ameaça ou lesão a direito, até mesmo de violência institucional. A situação encontrada nas inspeções revelam sua gravidade, corroborado tudo isso com inúmeros depoimentos e vídeos que foram fornecidos pelos denunciantes, além de relatório do Conselho Tutelar que confirma a gravidade do caso. Assim, não restou outra alternativa que não o ajuizamento da ação de forma que o poder Judiciário possa fazer cessar imediatamente as violações encontradas e salvaguardar os direitos dos acolhidos”.

Para a defensora pública titular da 1ª Defensoria Pública da Infância e Juventude de Teresina, Daniela Neves Bona, “Ao longo desse período de inspeções, apesar de todas as notificações e concessões de prazos para a adequação da estrutura física e capacitação adequada dos profissionais da instituição inspecionada, pudemos constatar que as melhorias necessárias e urgentes não foram atendidas, ao revés, na última inspeção realizada em fevereiro de 2025 a situação encontrava-se bem pior, não restando outra alternativa que não a judicialização da demanda com o objetivo de salvaguardar os interesses das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Assim, esperamos que através do Poder Judiciário possamos efetivar os direitos daqueles que estão sendo diretamente afetados e punidos duplamente, já que vivem em situação de acolhimento sem a devida garantia do mínimo existencial”.

 

FONTE: DPE-PI

Defensoria Pública participa de exposição na AMA em referência ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo

A defensora pública Sheila de Andrade Ferreira, diretora da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdepi), participou, nesta quarta-feira (02) da exposição das artistas  Ana Cândida e Germana Queiroz, realizada pela Associação de Amigos  dos Autistas do Piauí (AMA), realizada em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Sheila de Andrade representou no evento a defensora pública geral do Piauí, Carla Yáscar Bento Feitosa Belchior.

AMA

“Hoje no Dia da Conscientização sobre o Autismo, uma data fundamental para promover a inclusão, o respeito e a compreensão das pessoas no espectro autista, é com satisfação que participo da exposição de fotografias da Germana e Ana Cândido, artistas que  demonstram que o  autismo não é uma limitação, mas sim uma forma única de ver e interagir com o mundo e poder participar da abertura do evento é valorizar a diversidade, pois uma sociedade verdadeiramente justa é aquela que acolhe e dá voz a todos”, afirma Sheila de Andrade.

A defensora informa ainda que o lançamento do fotolivro das artistas Germana Queiroz e Ana cândida acontecerá no dia 30 do corrente mês, a partir das 9h, no auditório Esperança Garcia, no edifício-sede da Defensoria Pública, na rua Nogueira Tapety, 138, bairro Noivos, em Teresina. O evento contará com a participação de representantes da AMA.

FONTE: DPE-PI