A Defensoria Pública do Estado do Piauí oficializou, na última terça-feira (23), a nomeação de sete novos(as) Defensores(as) Públicos(as) para integrar a equipe da Instituição. Com os novos integrantes, o número de defensores(as) atingiu o total de 119. Dentre os candidatos selecionados, cinco vieram da ampla concorrência, um candidato com deficiência e um candidato negro.
A chegada de novos membros para a Defensoria Pública era algo bastante aguardado pela categoria, que buscou, ainda em 2023, um diálogo com o Governo do Estado para que o número de defensores nomeados fosse maior, visando uma maior abrangência no Piauí.
Segundo o presidente da Associação Piauiense das Defensoras e Defensores Públicos do Estado do Piauí (APIDEP), Jeiko Leal, as nomeações chegaram em boa hora. “Nós precisamos acompanhar o Poder Judiciário, que tem nomeado novos membros e crescido bastante, criando varas tanto no interior quanto na capital, e é necessário esse sangue novo na Defensoria, com membros para fazer frente a essa expansão do Judiciário. Então, essa nomeação chega em um momento em que nós estamos de fato precisando muito”, revela.
Segundo Nikolai Olchanowski, um dos nomeados, a notícia da aprovação chegou como uma grata surpresa. ‘Na verdade, fui pego de surpresa, uma surpresa maravilhosa. Não esperava essa nomeação nesse momento, até pelo número inicialmente esperado. Estou há um ano no Piauí com minha família e só posso agradecer a forma como fomos recebidos. Como Defensor Público, espero poder retribuir esse carinho com muita dedicação ao cargo e compromisso com o melhor atendimento possível à população’, revela.
Os novos integrantes da defensoria são Isaias Neto Santos Coaracy, Viviane Coutinho Leal, Heleonora Cristina Silva Soares, Marcus Vinicius Carvalho Da Silva Sousa, Nikolai Olchanowski, Amanda De Andrade Caputo Tejo e Thayanny Dantas Duarte. Os aprovados são do IV Concurso de vagas e formação de cadastro de reserva para o cargo de Defensor Público Substituto da Defensoria Pública do Estado de Piauí.
Amanda de Andrade, uma das selecionadas para a nomeação, revela que a chegada dos novos defensores demonstra um olhar sensível do poder público sobre a importância de expansão da defensoria. “Vejo que a instituição se mostrou sensível e atenta às necessidades de expansão e fortalecimento da instituição, garantindo a interiorização e o efetivo cumprimento da EC 80, que visa proporcionar o atendimento mais amplo possível àqueles que dependem dos serviços da Defensoria. Confesso que, apesar de todos os esforços da comissão de aprovados, estávamos desacreditados de que tais nomeações aconteceriam já que a questão orçamentária sempre foi um empecilho para a expansão. Ver materializado esse compromisso revigorou a esperança em todos nós de que os esforços não serão medidos para que novos colegas sejam nomeados”, destacou a aprovada.



Durante o referido ano a Esdepi também emitiu um total de 36 boletins informativos, levando às Defensoras e Defensores Públicos informações atualizadas que contribuíram para o trabalho desenvolvido no âmbito da Defensoria Pública. Visando dar maior visibilidade ao Boletim, o documento foi todo reformulado, tornando-se mais atrativo e fácil de manusear.
Ainda durante o ano de 2023 foram firmados Termos de Cooperação com a Associação de Amigos dos Autistas do Piauí (AMA-PI); Centro de Estudo e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Estado do Piauí (CEAF MP-PI) e Escola do Legislativo “Professor Wilson Brandão”(ELEPI). O Termo de Cooperação com a AMA-PI, firmado no mês de maio, tem por objetivo desenvolver ações voltadas para educação em direitos, atividades e projetos. Com o CEAF o Termo de Cooperação firmado no mês de junho de 2023, permite parcerias entre a Defensoria Pública e o Ministério Público voltadas para a capacitação dos quadros das duas Instituições. Também com a ELEPI o Termo firmado em setembro de 2023, se destina a possibilitar que os cursos, capacitações e aperfeiçoamentos, quer sejam da Esdepi ou da Escola do Legislativo, possam ser aproveitados por ambas as Instituições.

Segundo as lideranças, embora as comunidades tenham participação ativa no processo de eleição e seleção das obras, a Prefeitura não tem executado tais projetos. Diante do fato, as lideranças comunitárias solicitam justificativas acerca do destino desses recursos e pedem uma solução para o fato de que várias obras que deveriam ter sido implementadas em 2023 não terem sido sequer iniciadas, o que afirmam está trazendo inúmeros transtornos para a população.








